Crise de Humanidade

28 Outubro, 2008

A crise econômico-financeira, previsível e inevitável, remete a uma crise mais profunda. Trata-se de uma crise de humanidade. Faltaram traços de humanidade mínimos no projeto neoliberal e na economia de mercado, sem os quais nenhuma instituição, a médio e longo prazo, se agüenta de pé: a confiança e a verdade. A economia pressupõe a confiança de que os impulsos eletrônicos que movem os papéis e os contratos tenham lastro e não sejam mera matéria virtual, portanto, fictícia. Pressupõe, outrossim, a verdade de que os procedimentos se façam segundo regras observadas por todos. Ocorre que no neoliberalismo e nos mercados, especialmente a partir da era Thatcher e Reagan, predominou a financeirização dos capitais. O capital financeiro-especulativo é da ordem de 167 trilhões de dólares, enquanto o capital real, empregado nos processos produtivos (por volta de 48 trilhões de dólares anuais). Aquele delirava na especulação das bolsas, dinheiro fazendo dinheiro, sem controle, apenas regido pela voracidade do mercado. Por sua natureza, a especulação comporta sempre alto risco e vem submetida a desvios sistêmicos: à ganância de mais e mais ganhar, por todos os meios possíveis.

Os gigantes de Wall-Street eram tão poderosos que impediam qualquer controle, seguindo apenas suas próprias regulações. Eles contavam com as informação antecipadas (Insider Information), manipulavam-nas, divulgavam boatos nos mercados, induziam-nos a falsas apostas e tiravam dai grandes lucros. Basta ler o livro do mega-especulador George Soros A crise do capitalismo para constatá-lo, pois ai conta em detalhes estas manobras que destroem a confiança e a verdade. Ambas eram sacrificadas sistematicamente em função da ganância dos especuladores. Tal sistema tinha que um dia ruir, por ser falso e perverso, o que de fato ocorreu.

A estratégia inicial norte-americana era injetar tanto dinheiro nos "ganhadores" (winner) para que a lógica continuasse a funcionar sem pagar nada por seus erros. Seria prolongar a agonia. Os europeus, recordando-se dos resquícios do humanismo das Luzes que ainda sobraram, tiveram mais sabedoria. Denunciaram a falsidade, puseram a campo o Estado como instância salvadora e reguladora e, em geral, como ator econômico direto na construção na infra-estrutura e nos campos sensíveis da economia. Agora não se trata de refundar o neoliberalismo, mas de inaugurar outra arquitetura econômica sobre bases não fictícias. Isto quer dizer, a economia deve ser capítulo da política (a tese clássica de Marx), não a serviço da especulação, mas da produção e da adequada acumulação. E a política se regerá por critérios éticos de transparência, de equidade, de justa media, de controle democrático e com especial cuidado para com as condições ecológicas que permitem a continuidade do projeto planetário humano.

Por que a crise atual é crise de humanidade? Porque nela subjaz um conceito empobrecido de ser humano que só considera um lado dele, seu lado de ego. O ser humano é habitado por duas forças cósmicas: uma de auto-afirmação sem a qual ele desaparece. Aqui predomina o ego e a competição. A outra é de integração num todo maior sem o qual também desaparece. Aqui prevalece o nós e a cooperação. A vida só se desenvolve saudavelmente na medida em que se equilibram o ego com o nós, a competição com a cooperação. Dando rédeas só à competição do ego, anulando a cooperação, nascem as distorções que assistimos, levando à crise atual. Contrariamente, dando espaço apenas ao nós sem o ego, gerou-se o socialismo despersonalizante e a ruína que provocou. Erros desta gravidade, nas condições atuais de interdependência de todos com todos, nos podem liquidar. Como nunca antes, temos que nos orientar por um conceito adequado e integrador do ser humano, por um lado individual-pessoal com direitos e por outro social-comunitário com limites e deveres. Caso contrário, nos atolaremos sempre nas crises que serão menos econômico-financeiras e mais crises de humanidade.

Leonarbo Boff

O Sonho Impossível

Pecadores sem maldição

26 Outubro, 2008

Desde a adolescência, organizei minha vida com valores religiosos. Freqüentei e lecionei em escolas dominicais. Militei em grupos de jovens cristãos. Estudei em um instituto bíblico. Conheci bem os bastidores do mundo religioso, tanto no Brasil como nos Estados Unidos.

Sincero e zeloso, sempre procurei cumprir as exigências de todas as instituições que participei. Se a igreja não permitia as mulheres cortarem o cabelo, briguei com a minha por aparar as franjas; se era pecado ir ao cinema, eu, que não aceitava essa proibição absurda, para evitar mau testemunho, viajava para longe se queria ver algum filme.

Relevei disparates, incoerências e hipocrisias eclesiásticas, porque considerava a causa de Cristo mais importante que as pessoas. Para não “escandalizar”, fazia vista grossa para comportamentos incompatíveis com a mensagem cristã.

Abraçado às instituições, acabei conivente de mercenários, alguns intencionalmente cobiçosos. Justifiquei tolices argumentando que as pessoas eram minimamente sinceras. Nem sei como me iludi a ponto de dizer: “fulano faz bobagem, muita bobagem, mas é sincero”.

Cheguei a um tempo de vida, que algumas reivindicações da religião perderam o apelo. Com tantas decepções, deixei de acreditar na pretensa santidade dos religiosos. Considero piegas as pregações de que Deus exige uma santidade perfeita. Lembro imediatamente dos malabarismos que testemunhei que tentavam falsear tantas inadequações, dos jogos de esconde-esconde para não expor demagogias.

Jesus não conviveu com gente muito certinha. Ao contrário, ele os evitava e criticava. Chamou os austeros sacerdotes de sepulcros caiados, de cegos que guiam outros cegos, de hipócritas e, o mais grave, de condenarem os prosélitos a um duplo inferno. Cristo gostava da companhia dos pecadores, que lhe pareciam mais humanos.

Jesus alistou pessoas bem difíceis para serem apóstolos; Pedro era tempestivo; Tomé, hesitante; João, vingativo; Filipe, lento em compreender; Judas, ladrão. Acostumado com os freqüentadores de sinagoga e com os doutores da Lei, por que ele não buscou seguidores nesses círculos? Talvez, não entendesse santidade e perfeição como muitos.

Jesus aceitou que uma mulher de reputação duvidosa lhe derramasse perfume; elogiou a fé de um centurião romano, adorador de ídolos; não permitiu que apedrejassem uma adúltera para perdoá-la; mostrou-se surpreso com a determinação de uma Cananéia; prometeu o paraíso para um ladrão nos estertores da morte. Sabedor das exigências da lei, por que Jesus não mediu esforços ou palavras para enaltecer gente assim? Talvez, não entendesse santidade e perfeição como muitos.

Para Jesus, santidade não significava uma simples obediência de normas. Para ele, os atos não valem o mesmo que as intenções. Adultério não se restringe a sexo, mas tem a ver com valores que podem ou não gerar uma traição.

O ódio que explode com ânsias de matar é mais grave do que o próprio homicídio. Para ele, portanto, pecado e santidade fazem parte das dimensões mais profundas do ser humano. Lá, naquele nascedouro, de onde brotam os primeiros filetes do que se transformará em um rio, forma-se o caráter. E santidade depende da estrutura do ser, com índole que gera as decisões.

Para Jesus, santidade se confunde com integridade; que deve ser compreendida como inteireza. As sombras, as faltas, as inadequações, os defeitos, bem como as luzes, as bondades, as grandezas, as virtudes, de cada um precisam ser encaradas sem medos, sem panacéias, sem eufemismos.

Deus não requer vidas perfeitinhas, pois ele sabe que a estrutura humana é pó; não exige correção absoluta, pois para isso, teria que nos converter em anjos.

As prostitutas, que souberem lidar com faltas e defeitos com inteireza, precederão os sacerdotes bem compostos, mas que vivem de varrer as faltas para debaixo dos tapetes eclesiásticos. O samaritano, que traduziu humanidade em um gesto de solidariedade, é herói de uma parábola que descreve como herdar o céu. O tempestivo Pedro, que transpirava sinceridade, recebeu as chaves do Reino de Deus. A mulher, que fora possessa de sete demônios, anuncia a alvissareira notícia da ressurreição.

Os mandamentos e a lei só serviram para mostrar que para produzir humanidade não servem os legalismos. Integridade e santidade nascem do exercício constante de confrontar suas luzes e sombras trazendo-as diante de Deus e mesmo assim saber-se amado por Ele.

Soli Deo Gloria.

Ricardo Gondim

Politicagem...

Reforma: graça e desgraça

19 Outubro, 2008

A Reforma Protestante ocorrida na Europa Ocidental no século XVI foi um dos mais importantes capítulos da História do Cristianismo. Ela se dá dentro de uma moldura “secular” inevitável: o colapso da unidade transnacional representada pelo Sacro-Império Germânico-Romano, o nacionalismo, o surgimento dos Estados-Nacionais independentes, o declínio do feudalismo e o fortalecimento do Absolutismo monárquico, a substituição do modo de produção feudal pelo capitalismo mercantil, o surgimento da burguesia como classe fadada à hegemonia em um novo momento histórico.

Do ponto de vista religioso, havia o enfraquecimento do poder temporal do Papado, e um crescente questionamento à vida moral do clero, e a dogmas, exageros e superstições, de uma Cristandade esgotada em seu modelo, e uma cosmovisão marcada por um Cristo débil, santos fortes e anjos importantes, onde a venda de indulgência e a simonia eram apenas alguns aspectos de um modelo em crise. Por um século e meio o espírito da Pré-Reforma (especialmente Huss e Wycliffe) se espalhava por toda a Europa, notadamente nas Universidades. O palco da História estava pronto, quaisquer que fossem os seus atores, no caso, Lutero, Zwinglio, Calvino, Cranmer, Melanchton, Beza, Knox, e tantos outros.

O “espírito” da Reforma incluía a Liturgia e a Bíblia no vernáculo (com o livre acesso e exame desta), uma percepção do laicato dentro de uma concepção de um “sacerdócio universal de todos os crentes”, o lugar das Sagradas Escrituras como fonte última da revelação escrita, e regra de fé e de vida, e, mais importante: a salvação pela Graça de Deus por meio do sacrifício vicário de Cristo, recebido pela Fé.

Uma vez afirmei que o 31 de outubro de 1517 foi o dia mais importante para a História da Igreja desde o Pentecostes. Nenhum daqueles postulados centrais, que são pontos convergentes das Confissões de Fé reformadas, estão ultrapassados ou podem ser minimizados ou substituídos, antes sempre reafirmados e atualizados. Como Anglicanos, temos o Livro de Oração Comum (edições de 1552 e 1662), e, particularmente, os XXXIX Artigos de Religião como marcas da nossa fé reformada.

Por outro lado, a atitude das Igrejas Orientais diante da Reforma foi de rejeição e de distanciamento, e a Igreja de Roma, com os Concílios de Trento e do Vaticano I, encetou uma Contra-Reforma de reforço de disciplina interna e de “anátema” aos princípios reformados. Nenhum dogma foi revogado, desde então. Novos dogmas (p.ex. Imaculada Conceição e Infalibilidade Papal) foram adicionados, novas criaturas foram beatificadas e santificadas. O Concílio Vaticano II, com sua abertura de atitude, linguagem e métodos, também nada acrescentou para reduzir as diferenças doutrinárias entre Roma e a Reforma.

Ninguém pode negar o impacto civilizatório da Reforma, na alfabetização, na universalização da educação básica e profissionalizante, no avanço do Capitalismo, e na crítica a esse, no fortalecimento do Estado Democrático de Direito, na valorização da pessoa humana (particularmente a mulher), do trabalho, da cidadania.

O empreendimento missionário foi tardio, pois no século XVI se buscava apenas sobreviver, no meio das lamentáveis “guerras de religião”, além do equívoco de alguns reformadores de acharem que a Grande Comissão já havia sido cumprida pelos Apóstolos no primeiro século. A partir do século XIX, porém, os herdeiros da Reforma realizaram memoráveis empreendimentos de pregação e serviço a todos os povos.

Dentre as massas nominais e sincréticas da América Latina, o Protestantismo de linha evangélica trouxe experiências de conversão e de novidade de vida.

Por isso, nesse mês de Outubro, há razões de sobra para voltarmos ao tema da Reforma, e, mais ainda, para comemorarmos as graças da sua herança. Mesmo com tudo o que de negativo veio a ocorrer depois – e hoje – essas ações de graças devem se dar.

Não podemos, todavia, ser nem acríticos, nem triunfalistas. Reconhecemos que a ênfase na autoridade da revelação escrita e na soteriologia da graça concorreu para um descuido na eclesiologia, e para uma desvalorização da Tradição (como conjunto do consenso dos fiéis através dos séculos, como herança apostólica acorde com as Escrituras), mais no segundo (Calvinismo) e no terceiro (Anabatismo) momentos do que no primeiro (Luteranismo, Anglicanismo). O Episcopado Histórico foi substituído, em alguns setores, por novas formas (Presbiterianismo, Congregacionalismo), com instituições mais débeis para enfrentar as adversidades dos séculos seguintes.

A herança reformada foi levada de roldão na Europa Ocidental, parte da América do Norte e Oceania (Austrália e Nova Zelândia) pelas expressões teológicas Liberais, fruto do racionalismo iluminista, trazendo desolação e morte. No lugar da afirmação dos postulados da Reforma, a heresia, como negação da sã doutrina. A reação fundamentalista (inicialmente bem intencionada e válida) degenerou no sectarismo anti-intelectual, estéril, reacionário, legalista, e, algumas vezes, racista.

A fragilidade eclesiológica (o confundir “livre exame” com “livre interpretação”) descambaria para a fragmentação sem fim do denominacionalismo, dilacerando o Corpo de Cristo, em um clima cismático caótico, carnal, pecaminoso, racionalizado pela desculpa platônica da unidade “invisível” e pelo anti-institucionalismo. A negação do Episcopado Histórico, no passado, vê reaparecer hoje, o neo-episcopalismo ou o neo-apostolismo de forma selvagem e caudilhesca.

O pecado contra a Verdade: as Heresias; e o pecado contra a Unidade: os Cismas, o denominacionalismo, são as des-graças que a Reforma não pretendeu, mas concorreu, e dos quais não nos cabe orgulho, mas, antes, vergonha e convicção de pecado.

Atualizando a fé uma vez dada aos santos; atualizando a herança multissecular da Igreja de Jesus Cristo, Una, Santa, Católica e Reformada, procurando denunciar as des-graças e afirmar as graças, ousamos continuar o canto:

“Castelo Forte é o Nosso Deus,
Espada e Bom Escudo”.


Robinson Cavalcanti, bispo anglicano.

Quando começou nosso erro?

13 Outubro, 2008

Sentimos hoje a urgência de estabelecermos uma paz perene com a Terra. Há séculos estamos em guerra contra ela. Enfrentamo-la de mil formas no intento de dominar suas forças e de aproveitar ao máximo seus serviços. Temos conseguido vitórias mas a um preço tão alto que agora a Terra parece se voltar contra nós. Não temos nenhuma chance de ganhar dela. Ao contrário, os sinais nos dizem que devemos mudar senão ela poderá continuar sob a luz benfazeja do sol mas sem a nossa presença.

É tempo de fazermos um balanço e nos perguntarmos: quando começou o nosso erro? A maioria dos analistas diz que tudo começou há cerca de dez mil anos com a revolução do neolítico, quando os seres humanos se tornaram sedentários, projetaram vilas e cidades, inventaram a agricultura, começaram com as irrigações e a domesticação dos animais. Isso lhes permitiu sair da situação de penúria de, dia após dia, garantir a alimentação necessária através da caça e da recoleção de frutos. Agora, com a nova forma de produção, criou-se o estoque de alimentos que serviu de base para montar exércitos, fazer guerras e criar impérios. Mas se desarticulou a relação de equilíbrio entre natureza e ser humano. Começou o processo de conquista do planeta que culminou em nossos tempos com a tecnificação e artificialização de praticamente todas as nossas relações com o meio-ambiente.

Estimo, entretanto, que esse processo começou muito antes, no seio mesmo da antropogênese. Desde os seus albores, cabe distinguir três etapas na relação de ser humano com a natureza. A primeira era de interação. O ser humano interagia com o meio, sem interferir nele, aproveitando de tudo o que ele abundantemente lhe oferecia. Prevalecia grande equilíbrio entre ambos. A segunda etapa era a da intervenção. Corresponde à época em que surgiu há cerca de 2,4 milhões de anos, o homo habilis. Este nosso ancestral começou a intervir na natureza ao usar instrumentos rudimentares como um pedaço de pau ou uma pedra para melhor se defender e se assenhorear das coisas ao seu redor. Inicia-se o rompimento do equilíbrio original. O ser humano se sobrepõe à natureza. Esse processo se complexifica até surgir a terceira etapa que é a da agressão. Coincide com a revolução do neo-lítico da qual nos referimos anteriormente. Aqui se abre um caminho de alta aceleração na conquista da natureza. Após a revolução do neolítico sucederam-se as várias revoluções, a industrial, a nuclear, a biotecnológica, a da informática, da automação e a da nanotecnologia. Sofisticaram-se cada vez mais os instrumentos de agressão, até penetrar nas partículas sub-atômicas (topquarks, hadrions) e no código genético dos seres vivos.

Em todo esse processo se operou um profundo deslocamento na relação. De ser inserido na natureza como parte dela, o ser humano transformou-se num ser fora e acima da natureza. Seu propósito é domina-la e trata-la, na expressão de Francis Bacon, o formulador do método científico, como o inquisidor trata o seu inquirido: torturá-la até que entregue todos os seus segredos. Esse método é vastamente imperante nas universidades e nos laboratórios.

Entretanto, a Terra é um planeta pequeno, velho e com limitados recursos. Sozinha não consegue mais se autoregular. O estresse pode se generalizar e assumir formas catastróficas. Temos que reconhecer nosso erro: o de termo-nos afastado dela, esquecendo que somos Terra, que ela é o único lar que possuímos e que nossa missão é cuidar dela. Devemos faze-lo com a tecnologia que desenvolvemos mas assimilada dentro de um paradigma de sinergia e de benevolência, base da paz perpétua tão sonhada por Kant.

Leonardo Boff

Mudança de Endereço

11 Outubro, 2008

“Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas;” Mc 1.3

quem está no deserto, e que precisa de voz, de porta-voz? Deus!

Deus mudou de endereço, saiu do templo.

e Lucas explica porque no capítulo 3 de seu livro: o templo tinha se corrompido.

haviam dois sumo-sacerdotes, o que é uma contradição de termos: Anás e Caifás.

é que Anás, esperto e populista, percebendo o interesse dos romanos em interferir na escolha do sumo sacerdote de Israel, ofereceu-se para fazer o meio de campo.

e primeiro ele, depois, cada um de seus cinco filhos e, finalmente seu genro Caifás, assumiram o sumo sacerdócio.

mas Deus não participa de conchavos e de venalidades, mesmo que jurem estar fazendo em nome dele e pela sua causa.

e Deus saiu do templo e foi para o deserto.

enfrentemos todos os que, em nome do Senhor, fazem conchavos e traiçoes à causa da cruz e praticam a venalidade.

eles estão vazios como vazio ficou o templo quando Deus mudou de endereço, e tudo que eles fazem não tem sentido algum como sem sentido ficaram todos os rituais do templo, porque Deus não estava mais lá para apreciá-los ou recebê-los.

enfrentemos os impostores, porque Deus tirou-lhes o amparo.

Ariovaldo Ramos

Seu Jorge - Brasis

Remédio contra insônia

Um velho pastor foi consultar-se com um membro de sua igreja que era médico.
- Doutor estou sofrendo de insônia.
Não consigo dormir à noite.
Minha esposa diz que fico escutando a mim mesmo!
O médico respondeu: - Impossível pastor, pois se o senhor escutasse ao senhor mesmo,
dormiria!

fonte: Blog do Jasiel Botelho

O Menestrel - Veronica Shoffstall

08 Outubro, 2008

O dever solitário.

Nasci com um destino: a meta de me assumir e forjar uma identidade. Tenho de ser eu mesmo. Portanto, vim ao mundo condenado à solidão existencial. Jamais conseguirei ser outro alguém. Não há como fugir de ser eu mesmo. Nunca encontrarei um semelhante idêntico. Sem alternativa, só posso construir a mim mesmo. Andarei sempre sozinho a talhar um carimbo existencial. Minha sina é ser exclusivo, irrepetível.

Meu inferno foi querer vestir armaduras alheias. Devo moldar-me a uma imagem original. Meu céu deixou de ser um lugar, para transformar-se em uma trilha por onde aprendo a arte de humanizar-me. Nessa oficina de vida, reconheço os limites do meu medo, as excentricidades da minha ousadia, os enganos do meu narcisismo e a fraqueza da minha soberba; celebro também a riqueza da minha sensibilidade, a fertilidade do meu tirocínio e a profunidade da minha poesia.

Nasci com o dever intransferível e imediato de edificar uma Ricardice íntegra; não perfeita, só honesta - consciente de que sempre encontrarei pessoas mais inteligentes, mais bonitas, mais ricas, mais famosas, mais poderosas, mais competentes e, à medida que envelheço, mais jovens, que eu.

Meus parâmetros para o sucesso deixaram de ser comparativos. Reconheço que não possuo cacife para me comparar com ninguém. Minha meta sou eu. Quero ser o melhor de mim mesmo. Há pouco tempo aprendi a me medir com única trena que possuo: meus valores.

Permito que apenas o meu coração me cobre. Só ele pode exigir bondade, benignidade, mansidão, estima e delicadeza. Só a minha consciência pode julgar as motivações escondidas em cada escolha que faço. Assumo o compromisso de permanecer um espectador exigente de meu espetáculo. Serei o primeiro ouvinte de cada discurso meu.

Ricardo Gondim

Google em Família...

Dúvidas portuguesianas...

1ª) Qual é o plural de PRETO-VELHO?
Em palavras compostas formadas por um substantivo + um adjetivo, os dois elementos vão para o plural: PRETOS-VELHOS, guardas-civis, cachorros-quentes, bóias-frias, altos-relevos, altas-horas, curtas-metragens…


2ª) Qual é o plural de LUA-DE-MEL?
Em compostos com a preposição “de”, somente o primeiro elemento vai para o plural: LUAS-DE-MEL, pés-de-moleque, copos-de-leite, donas-de-casa, pores-do-sol, pães-de-ló…


3ª) LUAL ou LUAU?
Aquela festa informal que se realiza na praia à noite é LUAU.


4ª) Ficção-científica OU ficção científica?
O correto é escrever FICÇÃO CIENTÍFICA sem hífen, pois não se trata de uma palavra composta. Temos duas palavras independentes: um substantivo (ficção) qualificado por um adjetivo (científica).


5ª) PARA ou PÁRA?
1ª) PARA (sem acento) é preposição: “O avião vai para Brasília”;
2ª) PÁRA (com acento) é a terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo PARAR: “O ônibus não pára nesta rua”.

Na frase “Agitação em vôo para (OU pára) o Recife”, teríamos as duas possibilidades. Se o avião ia para o Recife (= destino do vôo) ou se a agitação no vôo parou a cidade.
Com o novo acordo ortográfico, a forma verbal PÁRA perderá o acento agudo. Assim sendo, a preposição e a forma verbal deverão ser grafadas sem acento: PARA.


6ª) Das 22h a 0h OU das 22 a 0h?
A dúvida do leitor é se deve ou não pôr o “h” depois do “22”.
É bom pôr o “h”, mas o problema maior é a falta do acento indicativo da crase. O correto é: das 22h à 0h ou das 22h à meia-noite.


7ª) Andar a pé OU à pé?
O correto é “andar a pé” (sem acento grave).
Embora seja um adjunto adverbial de modo, não há crase pois “pé” é um substantivo masculino.

As locuções adverbiais (lugar, tempo, modo…) recebem o acento indicativo da crase quando formadas por palavras femininas: sentar-se à mesa, bater à porta, entrar à direita, vigiar à distância, sair à noite, errar às vezes, vender à vista, viver à toa, falar às claras, sair às escuras, coser à mão…

Não devemos confundir com aqueles casos em que subentendemos a locução “à moda de”: filé à francesa, bife à milanesa, bacalhau à Gomes de Sá, churrasco à Osvaldo Aranha, versos à Bilac…


8ª) Criança mau-educada OU má-educada?
Nem um nem outro. O correto é MAL-EDUCADA.

1ª) MAU é adjetivo e se opõe a BOM (acompanha substantivos): mau-caráter, mau profissional, mau uso, mau humor;

2ª) MÁ é o feminino de MAU: má educação, má hora e lugar, má notícia, má forma;

3ª) MAL é advérbio e se opõe a BEM (acompanha verbos ou adjetivos): “Ele comportou-se mal”; “Ela fala muito mal”; “As crianças foram mal educadas pelos pais”.

Devemos escrever com hífen quando formar um adjetivo ou um substantivo composto e a palavra seguinte começar por “h” ou por vogais: “Ela é uma criança mal-educada”; “Houve um grande mal-estar”; “Ele estava mal-humorado”; “Era um produto mal-acabado”. Se a palavra seguinte começar por uma letra diferente de “h” e vogais, devemos escrever “tudo junto”: “Ela é uma criança malcriada”; “Ela é uma malcasada”; “É um produto malfeito”.


9º) Preconceito OU pré-conceito?

O correto é preconceito.
Com o prefixo “pré-“, só usamos hífen, quando ele é tônico: pré-colombiano, pré-coma, pré-contrato, pré-cozido, pré-datado, pré-estréia, pré-vestibular…

Quando o prefixo “pre” é átono, escrevemos “junto”: preconceito, preconcebido, precocidade, precogitação, precognição, preconizar, predeterminar…

fonte: Blog do Professor Sérgio Nogueira


Erguei-vos, cristãos

07 Outubro, 2008

“É melhor morrer de vodca do que de tédio” (Vladimir Maiakovski).

Se vivesse atualmente no Brasil, o poeta russo certamente seria contratado pelo governo (quem sabe por algumas igrejas) para promover campanhas para reduzir o consumo de álcool. Seria uma espécie de Zeca Pagodinho às avessas. Teríamos a “Maia-feira” institucionalizada...

Como também acontece com a ética e com a decência, tédio é um item muuuuito raro na prateleira verde-amarela. A cada dia os escândalos se sucedem e só mesmo a Internet para veicular informações na velocidade com que acontecem as besteiras.

No meio evangélico, o cenário não é muito diferente. Antes de conhecer Jesus, o Rodolfo cantava na banda Raimundos sobre uma tal mulher de fases. Se realmente o que anda rolando por aí tem respaldo bíblico, temos agora um “Deus de fases”.

Não muito tempo atrás, o Criador cismou de dourar os dentes de alguns crentes e incrédulos. Aí ele deixou de lado esse tipo de milagre e revelou que untar objetos é um bom antídoto contra problemas variados. Não satisfeitos em ungir pessoas como recomenda a Bíblia em certas situações, alguns irmãos mais afoitos saíram ungindo objetos, bairros e até cidades. Haja óleo.... e paciência.

De tanto cantar sobre o “mover” e o “fluir”, teve gente que acabou optando pelo “derramar”. E saíram vertendo xixi literalmente nos quatro cantos da cidade, demarcando território e ultrapassando as fronteiras do bom senso.

Os heróis do Cazuza morreram de overdose. Já alguns expoentes do cenário evangélico escolheram a inusitada tática do suicídio público de suas reputações. Perdida em intermináveis discussões e bate-bocas especialmente no meio virtual, a galera não sabe ao certo que direção seguir. “Me diz Deus, o que é que eu faço agora?”, cantavam os Raimundos.

Só o fato de questionar qualquer prática já atrai a fúria dos fãs e aficionados em geral. Trata-se de uma demonstração incontestável dos sentimentos que ocupam o coração daqueles confundem ataque e defesa e sempre acabam marcando gols contra. O Reino, no caso.

Extravagâncias a parte, o fato é que o rebanho cresceu mas continua imaturo. Basta observar a fartura de leite que é servido em muitos lugares. Na escalada do crescimento, ainda estamos engatinhando. Ana Paula Valadão que o diga.

Sérgio Pavarini

U2 - I Still Haven't Found What I'm Looking For (Tradução)

Uma vez " Framengo"

Com Deus, Sem Deus

06 Outubro, 2008

"Não temos como avançar nessa questão [de servir a Cristo no mundo] até que abracemos radicalmente a idéia de uma existência “sem Deus” no mundo. Isto é, até que nos recusemos a abraçar qualquer ilusão de sermos capazes de agir “com Deus” no dia a dia do mundo. Essa ilusão nos desencaminha vez após outra, fazendo com que abandonemos a justificação e a graça, levando-nos a adotar uma devoção artificial e uma ética legalista, convencendo-nos a abrir mão de nossa liberdade em troca de uma espécie de servidão às avessas."

Theodor Litt, na entrada de 24 de janeiro de 1941 de seu diário, depois de uma conversa com Dietrich Bonhoeffer

"A presente terra pode ser levada a sério em sua dignidade, sua glória, sua maldição."

Dietrich Bonhoeffer, em carta de 1940 a Theodor Litt

"Um cristão é um bicho estranho. Quisera Deus fossemos todos bons pagãos que seguissem a lei natural – para não falar na lei de Cristo."

Martinho Lutero, citado por Theodor Litt num cartão postal a Bonhoeffer, pouco antes de Bonhoeffer ser preso pelo seu envolvimento numa conspiração contra Hitler


fonte: www.baciadasalmas.com


Nicole C. Mullen - Call on Jesus

Vamos exorcizar!

Brennan Manning - Você crê que Ele te ama?

À espera do pai

03 Outubro, 2008

Assisti algumas vezes o filme do cineasta brasileiro Walter Salles, Central do Brasil. Trata-se da história comovente de um menino, órfão de mãe no Rio, cujo pai vive no Nordeste, marcineiro mas entregue ao alcoolismo. Uma ex-professora primária que escrevia cartas a pedido de analfabetos lhe serve de guia. O menino quer porque quer conhecer o pai distante. A professora o acompanha numa viagem atribulada até identificar a casa onde o pai vivia no sertão nordestino. Ao chegar, descobre que o pai saira em busca do filho no Rio. Imenso qüiproquô: o filho sai do Rio e vai em busca do pai no Nordeste e o pai sai do Nordeste e vai em busca do filho no Rio. A história termina num impasse. Ninguém encontra ninguém. Mas ambos ficam esperando.

Esse filme, premiado pelo mundo afora, representa uma brilhante metáfora da figura do pai ausente e do filho abandonado. Todos dizem ao menino que o pai não vale nada. Mas não importa. Ele corre atrás do arquétipo do pai. E o arquétipo é uma força poderosa que move as pessoas em busca do pai real. Nele quer encontrar o herói, a referência básica, o sentido de orientação, o respeito aos diferentes e o aprendizado de limites necessários para a convivência.

Se o filho precisa de orientação, o pai sente o dever de oferecê-la. Só nesta conjunção entre a necessidade de um e o dever do outro, se dá e se criam as condições para uma educação adequada do filho, até ser pai de si mesmo.

Hoje há um sofrido eclipse da figura do pai. Por força do trabalho e de injunções sociais, ele está largamente ausente de casa. O filho sente um vazio que ninguém pode preencher. O conhecido psiquiatra infantil Donald R. Winnicott nos mostrou detalhamente como funciona a lógica psíquica nos dois a três primeiros anos de vida de uma criança. Primeiro, comparece a influência da mãe que lhe garante o sentimento de acolhida e de amor incondicional. Daí resulta a auto-estima e a segurança da criança. Em seguida, surge a figura do pai. Ele é a ponte entre o universo familiar e o mundo dos outros e da sociedade em geral. A criança entra num processo de estresse e de medo. Deixa o útero aconchegante da família e ingressa num mundo onde há diferenças, normas e conflitos. É função do pai ajudar o filho a fazer bem esta travessia, na qual deve sentir-se seguro, reconhecer e respeitar limites e acolher normas que lhe permitem conviver pacificamente com os outros.

Hoje ambos, pais e filhos, se encontram em crise. O filho espera o pai que não vem ou que saiu de cena ou que foi substituído pelo herói mais próximo. Este pode ser um professor, um tio querido e até um chefe do tráfico local, portador de arma pesada, capaz de enfrentar a policia e de matar. O filho sem a figura interior do pai-herói, tende a imitar a estes ou padece de um vazio oceânico. Sente-se perdido, sem rumo na vida, psiquicamente desestruturado.

O pai que sente, em seu íntimo, seu dever de pai, percebe-se desarmado, vencido por outros concorrentes, enfraquecido em sua honra porque se encontra desempregado e considerado um perdedor. É um anti-heroi. Como pode preencher a necessidade arquetípica do filho que quer ver nele o herói corajoso e vencedor?

Ambos estão à espera um do outro com sofrimento e infinita saudade. Agora entendemos a verdade de Telêmaco filho de Ulisses, na Odisséia de Homero: ”Se aquilo que os mortais mais desejam, pudesse ser conseguido num abrir e fechar de olhos, a primeira coisa que eu pediria aos deuses, seria a volta de meu pai”. É um clamor por um rumo na vida.

Pai, volte de pressa. Como no filme, teu filho te necessita e te espera com um olhar longo e saudoso no ponto de ônibus.

Leonardo Boff

Oswaldo Montenegro - Metade

O Molusco e a Reforma

A crise do mercado financeiro, fundamentalismo e visão sistêmica.

02 Outubro, 2008

O mundo foi surpreendido, nesta segunda-feira, com a rejeição, por parte da Câmara dos Deputados dos Estados, do pacote econômico de 700 bilhões de dólares proposto pelo governo Bush para enfrentar a crise que está abalando o mercado financeiro global. A surpresa foi grande porque no domingo à noite tinha sido anunciado ao mundo que as lideranças do partido democrata e do republicano tinham chegado a um acordo junto com os representantes do poder executivo para aprovar o projeto. Com a rejeição, o mercado financeiro mundial entrou em pânico, e a bolsa de Nova Iorque teve a maior baixa da sua histórica, causando, só na segunda-feira, uma perda em torno de 1,2 trilhão de dólares no valor de mercado das ações.
Ninguém tinha certeza de que esse pacote colocaria um fim à crise, mas todos estavam de acordo que era necessário fazer algo nessa direção para evitar um mal pior. Se há um consenso entre os economistas, é o de que ninguém sabe o tamanho e as causas dessa crise, que é a maior desde a grande depressão de 1929. Esse desconhecimento é também um retro-alimentador da crise, pois em estado de insegurança e de desconfiança mútua todas as instituições financeiras se retraem e não emprestam dinheiro para ninguém. Com isso, o fluxo de dinheiro - o óleo que possibilita o funcionamento das engrenagens do capitalismo - cessa, as empresas produtivas e financeiras começam a ter sérios problemas de fluxo de caixa, os títulos financeiros são desvalorizados e, com isso, o patrimônio das instituições financeiras, que garantia os seus débitos, diminui criando desequilíbrios financeiros da instituição e do próprio sistema. Tudo isso agrava ainda mais a crise financeira.

Se a confiança no sistema financeiro não for restaurada urgentemente e o crédito circular novamente, a crise pode arrastar muito mais empresas, do setor financeiro e produtivo, podendo levar o mundo a uma grande depressão econômica. Isso afetaria também milhões de pessoas que tem dinheiro investido ou depositado nessas instituições financeiras (bancos, cadernetas de poupança, fundos de investimento, etc.) ou quem tem planos de aposentadoria (que geralmente tem uma parte significativa dos seus fundos investida no mercado financeiro), sem falar no desemprego.

Se a situação é tão grave, por que a maioria da câmara rejeitou o plano? Por parte dos republicanos (dois terços votaram contra), o principal argumento foi: o pacote de intervenção do Estado na economia é um passo em direção ao socialismo, e é preferível passar dificuldades econômicas, até mesmo a fome, do que abandonar o princípio da liberdade do mercado! Isto é, a defesa absoluta da ideologia do "mercado livre" das intervenções do Estado - o que pode ser considerado uma forma de fundamentalismo econômico - foi uma das causas da crise e da própria rejeição do pacote. Fundamentalistas religiosos ou econômicos, de direita ou de esquerda, são coerentes em uma coisa: não importa a realidade da vida ou as condições históricas objetivas, é preciso reafirmar a todo custo a "verdade" em que acreditam ou pelo qual lutam.

Por parte dos democratas que votaram não, o principal argumento foi: o dinheiro seria usado para ajudar os ricos banqueiros, ao invés de ser usado para beneficiar o povo. Porém, quando a crise é sistêmica, como a atual, não se pode isolar uma parte do resto do sistema. Isto é, a recusa em ajudar salvar o sistema financeiro, em nome de defender o interesse do povo, afeta também o povo, que tem seu dinheiro depositado ou investido nos bancos, que tem suas poupanças ou fundos de aposentadoria investidos nesse sistema, e/ou que tem os seus empregos em empresas que depende do fluxo de crédito do sistema financeiro. A visão que contrapõe os ricos X pobres funciona enquanto a crise não afeta o sistema como um todo. Mas quando a crise é sistêmica, é preciso assumir uma visão estratégica sistêmica para ação.

Ninguém sabe como e quando essa crise vai ser superada. Quase todos os economistas estão de acordo que essa crise não será a última e que o sistema financeiro mundial será modificado após a atual crise. Outra quase certeza: essa não é a última crise do capitalismo, isto é, o sistema capitalista global terá fôlego para se refazer dessa crise. O que nós podemos aprender dessa crise? Pelo menos duas coisas: a) fundamentalismo econômico, político ou religioso, de direita ou esquerda, pode satisfazer os egos dos seus "profetas’ e ter muitos seguidores, mas a realidade cobrará o seu preço; b) grandes crises e grandes processos de transformação social precisam ser entendidos em termos sistêmicos, pois as visões que focam nas contradições dualistas, como ricos X pobres, não dão conta dessas situações.

Jung Mo Sung

Realidade...

Ana Carolina - Só de sacanagem (Por favor vejam!)